Além de apresentarem alto padrão de qualidade, os lançamentos de julho da Cellar são ideais para quem busca novos estilos de vinho e quer explorar safras recentes de produtores artesanais renomados.
Nossa curadoria nasceu com o propósito de viabilizar o acesso a pequenas propriedades dedicadas à produção de mínima intervenção no Velho Mundo. Contudo, nosso objetivo vai além de fazer você beber melhor: queremos garantir que as maiores novidades do ecossistema do vinho cheguem à sua taça com total exclusividade.
Nesse sentido, recebemos neste mês mais de 60 cuvées raras e clássicas da França e da Itália. Afinal, para nós, esses vinhos refletem a essência da viticultura autêntica: uma paixão traduzida em rigor técnico, desde o manejo do vinhedo até a chegada à sua adega.
Lançamentos italianos da Cellar
1. Soldera Case Basse (Toscana)
Entre as grandes novidades deste mês, destacamos inicialmente a chegada de 2 cuvées da safra 2021 de um ícone mundial: a Società Agricola Soldera Case Basse, localizada em Montalcino.
Fundada na década de 1970 por Gianfranco Soldera, a propriedade é uma referência absoluta na expressão da uva Sangiovese. Por isso, o produtor estabeleceu um padrão de cultivo manual rigoroso, gerando garrafas disputadas por apreciadores em todo o mundo.
O lote que chega à Cellar passou por seleção manual minuciosa e fermentação espontânea. Em seguida, os vinhos estagiaram por 48 meses nos tradicionais bottis de carvalho da Eslovênia, indo ao garrafão sem filtração. O resultado revela um vinho de profundidade, acidez e elegância.
2. Cascina Delle Rose (Piemonte)
Diretamente do Piemonte, recebemos também 4 cuvées emblemáticos que traduzem a delicadeza de Barbaresco. A propriedade pertence à família Rizzolio desde 1948, mas ganhou significado como produtora independente em 1992 sob o comando de Giovanna Rizzolio.
Atualmente, a vinícola cultiva apenas 5 hectares distribuídos entre os renomados crus Tre Stelle, Rio Sordo e Marcorino, aplicando práticas orgânicas e manejo de baixa intervenção. Além disso, a extração ocorre de forma lenta e refinada nos tradicionais bottis suíços Garbelotto e Suppiger.
Por esse motivo, a Cascina Delle Rose se destaca pelo cultivo artesanal da uva Nebbiolo. Como a produção anual é bastante restrita, a chegada deste lote ao Brasil representa uma grande oportunidade.
3. Cascina Fontana (Piemonte)
Para completar nossa seleção italiana, apresentamos 3 novos cuvées da Cascina Fontana. Os vinhos expressam o caráter puro das castas Barbera e Nebbiolo em solos piemonteses históricos.
Vale destacar que a família Fontana preserva o savoir-faire familiar há seis gerações. O produtor Mario Fontana comanda os 7 hectares de vinhedos da propriedade em Perno, no município de Monforte d’Alba, honrando o legado de seu avô Saverio.
Nesse contexto, o manejo no vinhedo segue métodos estritamente tradicionais, priorizando o tempo necessário para a maturação dos grandes vinhos. Portanto, a vinícola é para quem busca estrutura, profundidade e longevidade, características indispensáveis em um bom Barolo tradicional.
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Lançamentos franceses da Cellar
4. Joseph Colin (Borgonha)
Quem conhece a classificação Premier Cru sabe que estamos falando do topo de qualidade da França. Entre os recebidos deste mês, destacamos o produtor borgonhês Joseph Colin.
Ao todo, recebemos 12 cuvées do seu portfólio, majoritariamente elaborados a partir da uva Chardonnay. Deste total, 10 são brancos com a prestigiada distinção Premier Cru, vindos de parcelas icônicas, como, por exemplo, Saint-Aubin, Chassagne-Montrachet e Puligny-Montrachet (safras 2020, 2022 e 2023).
Joseph pertence a uma das famílias mais emblemáticas de Côte de Beaune. Como filho de Marc Colin e irmão de Pierre-Yves, hoje ele cultiva 6 hectares de vinhedos e elabora suas cuvées com fermentação natural, barricas de 350 litros e mínima intervenção.
5. Leclerc Briant (Champagne)
Entre os 9 cuvées da Leclerc Briant que chegam ao nosso catálogo, recebemos 2 Grand Crus, 2 Premier Crus e mais 5 que variam entre edições clássicas (como o Réserve Extra-Brut) e icônicas (como o Abyss Blanc Nature 2018).
Fundada em 1872 na vila de Cumières, a vinícola foi pioneira na redução de intervenções desde meados do século XX, quando iniciou a transição para a biodinâmica. Com isso, em 2003, a vinícola garantiu a certificação Demeter.
A essência do trabalho reside no detalhe ao longo dos seus 14 hectares. Como resultado, entrega cuvées de alta precisão, destacando o frescor, a energia e a complexidade de bolhas gastronômicas.
6. Maison Ambroise (Borgonha)
Vinda do histórico terroir de Premeaux-Prissey, na Côte de Nuits, a Maison Ambroise integra o catálogo da Cellar com 5 brancos e 4 tintos. São 9 opções que representam a potência e a elegância clássica dos grandes vinhos da Borgonha.
A propriedade possui origens que remontam ao século XVII, embora tenha vivido uma grande transformação em 1987 sob o comando de Bertrand Ambroise. Atualmente, seus filhos François e Ludivine lideram a produção orgânica nos mais de 20 hectares do domaine.
Dessa maneira, a vinícola elabora vinhos de guarda de estrutura sólida com uso criterioso de madeira nova. Adicionalmente, os produtores rejeitam a filtragem e a colagem, preservando a textura e o caráter único de cada parcela.
7. Domaine Grosbois (Vale do Loire)
Em Panzoult, os irmãos Nicolas e Sylvain Grosbois tornaram-se uma autoridade na interpretação da uva Cabernet Franc (chamada localmente de Breton). O duo elabora tintos de frescor impressionante na famosa apelação de Chinon.
O novo lote reúne 7 cuvées — 5 tintos e 2 brancos — que traduzem os solos de calcário, argila e areia da propriedade. Além disso, desde 2015, os produtores realizam todas as vinificações exclusivamente em tanques de concreto, dispensando o uso de madeira.
Para além do rigor biodinâmico, o domaine resgatou a policultura ancestral na propriedade de 20 hectares. Consequentemente, essa abordagem fortalece o ecossistema local e transparece no equilíbrio de cada taça.
8. Domaine J. Coudray-Bizot (Borgonha)
A Cellar trouxe ao Brasil os cobiçados vinhos do Domaine Coudray-Bizot. O lote reúne 6 cuvées raras de micro-lotes estagiados por anos nas caves medievais do Château de Beaune, disponibilizados ao mercado no ápice de sua degustação.
Nesse contexto, a seleção engloba castas de Pinot Noir e Chardonnay, passando por apelações comunais, Premier Crus e Grand Cru. As uvas vêm de terroirs lendários da Borgonha, incluindo exemplares de Meursault, Puligny-Montrachet, Nuits-Saint-Georges, Gevrey-Chambertin, Vosne-Romanée e Flagey-Echézeaux.
O produtor Jean-Jacques Coudray mantém a filosofia de seu avô, abstendo-se de qualquer intervenção tecnológica. Por se tratar de lotes extremamente limitados, disponibilizamos com prioridade aos membros do Clube Cellar Selections.
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9. Closerie Saint Roc (Bordeaux)
A Closerie Saint Roc ocupa 16 hectares em Puisseguin e pertence à família Amoreau — nome por trás do mitológico Château le Puy. O produtor Pascal Amoreau lidera o projeto como representante da 14ª geração da família.
Entre os lançamentos, destacam-se 2 cuvées 100% Merlot e 4 blends que resgatam a interpretação ancestral de Bordeaux. Além disso, o manejo biodinâmico integra sistemas de agrofloresta que dão origem à verdadeira identidade do vinhedo.
Essa vinificação artesanal resulta em cuvées fluídas, profundas e extremamente elegantes. Trata-se da expressão viva de quatro séculos de conhecimento familiar aplicado à terra.
10. Domaine Vincent Pinard (Vale do Loire)
A família Pinard cultiva vinhas na vila de Bué, no Vale do Loire, desde o século XVII. Atualmente, os irmãos Florent e Clément Pinard comandam hoje os 17 hectares da vinícola, elevando o nível de precisão na apelação de Sancerre.
Ao todo, os lançamentos englobam 5 cuvées refinados, salinos e profundamente minerais das safras 2022 a 2024. As cuvées refletem a expressão máxima das uvas Sauvignon Blanc e Pinot Noir sob os solos de calcário e sílex da região.
Além disso, o domaine adota a agricultura biodinâmica, colheita manual e zero uso de herbicidas ou pesticidas. Como resultado, esse padrão ético de cultivo se traduz em vinhos límpidos, puros e de enorme aptidão gastronômica.
11. Domaine Sérol (Vale do Loire)
O Domaine Sérol se destaca como referência em viticultura biodinâmica de altitude na Côte Roannaise, apelação situada nas nascentes do Rio Loire. O casal Stéphane e Carine Sérol dedica-se ao resgate da uva Gamay Saint-Romain em solos graníticos.
Com raízes no século XVIII, a propriedade realiza todo o trabalho agrícola sob certificação biodinâmica. Na adega, o produtor conduz fermentações espontâneas por parcela em tanques de concreto.
Recebemos 3 cuvées da vinícola neste mês: um vinho branco seco 100% Chenin Blanc e dois tintos elegantes à base de Gamay Saint-Romain.
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*Importante: Lembramos que, por se tratar de pequenos produtores artesanais e safras exclusivas, a disponibilidade é limitada.