Pessoa segurando um dos rótulos campeões de vendas do aniversário Cellar, enquanto outra pessoa segura cupcake celebrando os 7 anos Cellar.

Os 7 vinhos mais vendidos no aniversário da Cellar

Sete anos de Cellar merecem uma comemoração à altura. E também uma boa seleção de vinhos para brindar.

Como parte das celebrações do nosso aniversário, reunimos 7 dos rótulos que mais se destacaram entre as escolhas dos nossos clientes. São vinhos de diferentes regiões, uvas e estilos, que ajudam a mostrar um pouco da diversidade que existe dentro da nossa curadoria. Confira:

1. Le Domaine d’Édouard — Bourgogne Côtes d’Auxerre Pinot Noir 2022

Começamos pela Borgonha, mas não por uma das denominações que normalmente vêm primeiro à cabeça. O Bourgogne Côtes d’Auxerre 2022, do Le Domaine d’Édouard, vem do norte borgonhês e mostra uma faceta menos óbvia da região. 

A estrela aqui é a Pinot Noir, que vem de 6 parcelas diferentes, resultando em um vinho de cor rubi clara, com aromas de cereja preta, amora, ameixa e violeta. Em boca, a acidez é viva e os taninos são macios, além de trazer uma leve picância que cria uma combinação singular entre fruta, frescor e estrutura. 

É uma boa escolha para quem gosta da elegância e delicadeza características da Pinot Noir, mas quer conhecer um novo lado da Borgonha.

2. Diego Conterno — Baluma Langhe Nebbiolo 2023

Se existe uma uva que imediatamente nos leva ao Piemonte, é a Nebbiolo. É a variedade usada nos grandes Barolo e Barbaresco, mas o Baluma 2023, de Diego Conterno, nos mostra um outro lado dela.

O vinho vem de diferentes parcelas em Monforte d’Alba, localizada numa colina com face Oeste-Sudoeste a 457m de altitude. E passa por uma vinificação relativamente curta, seguida de 5 meses em tonneaux de carvalho e mais 5 meses em tanques de cimento.

Na taça, a Nebbiolo aparece com seu lado mais aromático: cerejas ácidas, rosas, ameixas, especiarias doces, ervas secas, acompanhados por acidez fresca e taninos maduros. 

O próprio nome Baluma significa “vamos dançar” no dialeto piemontês, combinando perfeitamente com o perfil fresco e vivo do vinho.

3. Cigliano di Sopra — Ciglianello IGT Toscana Rosso 2024

A Toscana aparece na seleção com um blend que traz três variedades importantes para entender a tradição da região: Sangiovese, Canaiolo e Colorino, vindo dos vinhedos, Carnaschiali, Valloni e Vignone. 

O Ciglianello 2024, da Cigliano di Sopra, nasce em San Casciano Val di Pesa (Chianti Clássico) e é produzido com fermentação separada por cada parcela, entre tanques de concreto e inox. 

O resultado é um tinto com notas de morango silvestre, cerejas, bergamota, tomilho e especiarias, com acidez que o mantém fluido e taninos equilibrados. É um perfil que mostra a Sangiovese por um caminho bastante gastronômico: tem estrutura, mas também frescor e maciez para acompanhar a mesa.

4. Georg Breuer — GB Rouge Rheingau Spätburgunder 2023

Quando falamos em Rheingau, é comum pensar primeiro em Riesling. Mas a região também tem uma relação importante com outra variedade: a Spätburgunder, nome alemão para a Pinot Noir. 

É com ela que a vinícola familiar Georg Breuer produz o GB Rouge 2023, um tinto que mostra como a uva se expressa em um território particularmente conhecido pelos seus brancos.

Aqui, a casta aparece com frutos silvestres, cerejas e morangos, notas de ervas secas, tabaco, cravo e baunilha. Além disso, o amadurecimento do vinho em barricas contribui para a construção de sua textura e complexidade.

É para quem gosta de Pinot Noir, mas também para quem quer descobrir uma Alemanha diferente daquela que costuma aparecer em evidência nas cartas de vinho.

Leia também: Borgonha e Alemanha: a mesma Pinot Noir, duas assinaturas do Velho Mundo

5. Mélanie Pfister — Crémant d’Alsace Ritt Rosé Extra-Brut

Nem só de vinhos tintos vive uma boa seleção. E o Crémant d’Alsace Ritt Rosé Extra-Brut, da Mélanie Pfister, prova isso.

Produzido na Alsácia, o espumante tem a Pinot Noir como protagonista e traz para a taça uma combinação de frutas vermelhas e frescor, em um estilo que funciona tanto para abrir a refeição quanto para acompanhá-la. 

O Ritt também tem uma história interessante dentro do trabalho de Mélanie Pfister: o nome remete ao lieu-dit Rittweg, um vinhedo renomado onde são cultivadas as uvas que dão origem ao renomado espumante rosé francês. 

É um daqueles vinhos que mostram como a Alsácia não se resume aos seus conhecidos brancos: também existe espaço para diferentes interpretações do território.

6. Domaine Jean-Marc Boillot — Bourgogne Blanc 2023

Voltamos à Borgonha, dessa vez para falar do Bourgogne Blanc 2023.

Produzido pelo Domaine Jean-Marc Boillot, o vinho é feito com Chardonnay e reúne uvas de parcelas localizadas em Puligny-Montrachet e Volnay, em solos argilo-calcários. A fermentação acontece integralmente em barricas de carvalho francês, com bâtonnage a cada 10 dias e engarrafamento após 11 meses.

Na taça, aparecem frutas brancas, frutas amarelas maduras, um toque cítrico, baunilha e amêndoas, acompanhadas por uma sensação mineral. A passagem pela madeira está presente, mas não apaga a acidez e o frescor do vinho.

É um bom exemplo de por que a Chardonnay é tão fascinante na Borgonha: a mesma uva pode assumir diferentes expressões dependendo de onde é cultivada e de como o produtor decide trabalhar com ela.

7. Fio Wines — Socalcos 2021

Para fechar a lista, vamos até a renomada região de Mosel (Alemanha). O Fio Wines é um projeto que une o enólogo português Dirk Niepoort e seu filho Daniel ao produtor alemão Philipp Kettern.

O Socalcos 2021 é um Riesling fermentado totalmente seco (trocken), no entanto, apresenta excelente fruta e frescura devido ao estilo de vinificação. Na taça, mostra notas de damasco, frutas de caroço, toques cítricos e o clássico mineral pedregoso.

Em geral, é um rótulo que combina a identidade clássica da Riesling de Mosel com a visão contemporânea dos seus produtores: de que o tempo é o melhor ingrediente que um vinho pode ter.

E a próxima descoberta pode ser sua!

A história da Cellar começou em 2019, com cinco pessoas dividindo uma sala e uma missão: aproximar as pessoas do vinho de verdade.

De lá para cá, crescemos, conhecemos mais de 300 produtores, descobrimos diferentes regiões e importamos mais de 1.500 rótulos. Mas a ideia continua a mesma: selecionar vinhos em que a gente acredita e apresentá-los de um jeito que faça sentido para quem está do outro lado.

Os sete rótulos dessa seleção são só uma pequena amostra do que você pode encontrar por aqui. Se algum deles despertou sua curiosidade, conheça a nossa curadoria e encontre o próximo vinho para abrir, experimentar e, quem sabe, virar uma nova história à mesa.

Total
0
Shares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anterior
ABC do vinho: guia dos principais termos do universo do vinho
Garrafa de vinho ao lado de ficha técnica.

ABC do vinho: guia dos principais termos do universo do vinho

Taninos, corpo, casta, blend, terroir… esses são apenas alguns dos

Você também pode gostar