Pinot Noir: Saiba tudo sobre essa uva que entrega alguns dos vinhos mais elegantes do mundo
Dizem que ela é uma das uvas mais difíceis de serem cultivadas. E é verdade. No entanto, o desafio que a variedade impõem aos viticultores, também se reflete, ao final do processo de elaboração, em vinhos surpreendentes e alguns dos rótulos mais caros do mercado.
Origem e história da Pinot Noir
A palavra Pinot é de origem latina e significa pinha, por conta do formato do seu cacho. Já a palavra Noir, podemos traduzir como preto.
Dessa forma, a provável origem da uva é na região francesa da Borgonha. Alguns estudos mostraram que os gauleses, antes da conquista da Gália pelos romanos, já cultivavam essa casta. Os romanos dominaram a Gália, que hoje compreende a França, parte da Bélgica, da Alemanha e o norte da Itália, entre os séculos 3 e 1 antes de Cristo.
Por outro lado, estudos ampelográficos, ou melhor, uma disciplina da botânica e agronomia, que estuda a origem e variedade das videiras, comprovou que Pinot Noir, Pinot Gris/ Grigio e Pinot Blanc, possuem o mesmo DNA, sendo uma a mutação da outra. Por enquanto, não sabemos dizer qual uva deu origem a qual. Ademais, a Pinot Noir é também ancestral de outras castas como as brancas Chardonnay, Aligoté e a tinta Gamay.
O que esperar dos vinhos produzidos com a Pinot Noir?
- Aromas naturais da uva: cereja vermelha, morango, framboesa e cogumelo
- Aromas do processo de fermentação: notas terrosas, cravo, canela
- Aromas do envelhecimento: couro, folha seca
- Tanino: baixo a médio
- Acidez: médio a alto
- Corpo: baixo a médio
Melhores lugares para o cultivo da uva
A Pinot Noir é uma uva de brotação precoce, ou seja, pode ser afetada pelas geadas de primavera, tão comuns em regiões europeias. Já viu aquelas imagens que circulam pela internet dos vinhedos cheios de aquecedores? Apesar de uma cena intensa, os produtores se valem dessa técnica para que as uvas não congelem nas vinhas e a safra toda não seja perdida.
De modo geral, a variedade se dá melhor em locais frescos e com boa exposição solar. Entretanto, não confunda sol, com calor excessivo. Inclusive, em locais demasiadamente quentes, essa uva pode perder sua expressão natural e elegante, e se mostrar desequilibrada sem acidez suficiente.

As regiões de maior destaque são:
- Borgonha, França
- Sonoma e Oregon, Estados Unidos
- Martinborough e Central Otago, Nova Zelândia
- Yarra Valley, Austrália
Contudo, outros locais de destaque para a produção de Pinot Noir qualitativo são, Patagônia, na Argentina, Casablanca, no Chile, Ahr, na Alemanha e Elgin, na África do Sul.
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Curiosidade
A uva é um dos pilares na produção de Champagne. Nessa região a uva é, em geral, usada em blends com outras castas, como a branca Chardonnay e a tinta Meunier. No corte com essas cepas, a Pinot Noir contribui com finesse e estrutura. Além disso, é possível encontrarmos versões rosadas de Champagne elaboradas com a variedade.
O que harmonizar com vinhos feitos com Pinot Noir?
Por sua característica frutada e terrosa, além de uma acidez elevada, a uva torna-se uma opção coringa na hora da harmonização. Ainda assim, tudo dependerá do tipo de Pinot Noir que você tem em mãos.
Para um Pinot Noir mais leve e frutado, sugerimos:
- Queijos de pasta mole, como o brie
- Risoto ou pizza de cogumelo
- Peixes mais estruturados, como o atum
No caso de um mais estruturado e passado em madeira, as apostas são:
- Beef Bourguignon
- Carnes magras, como o filet mignon
- Magret de pato com legumes assados
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